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MEMóRIAS PóSTUMAS DE BRáS CUBAS IBD

CLUBE DE AUTORES
02 / 2025
9786526637548
Portugués

Sinopsis

A Editora Nova Agora tem o prazer de editar este clássico para seus leitores, buscando dar uma ediçao fiel aos gostos e aos méritos desta obra-prima da literatura brasileira.O Mestre Ardil, Brás Cubas, é, possivelmente, a encarnaçao da mediocridade brasileira, que esvanece e apaga a consciência de si e nao amadurece o pensamento, nao transcende as emoçoes. Brás Cubas, após ser tomado pelo êxtase da humanidade julgada, é lançado para onde vao todos os medíocres do mundo. Outrora, estes medíocres eram os infernos banhados pelo Aqueronte, ou nos submundos budistas, hoje é o ingovernável mundo da sociedade hipócrita. A ideia de inferno é unânime entre as culturas antigas, e no Cristianismo ela foi amadurecida para um conceito teológico, lugar de castigo para os homens que recusaram Deus, o sumo bem, a suma beleza, a suma verdade, isto é, os do mundo medíocre. Brás Cubas é um homem que o tempo todo recusa Deus pelas escolhas, e ele recusa justamente quando nao passa na cabeça dele a ideia mesma de Deus, nao obstante ter as ideias e os conceitos morais dentro de si, ou seja, é um hipócrita, cuja verdade está na língua, nao no peito. Brás Cubas é a encarnaçao da mediocridade da fé brasileira, uma fé movida por achismos e moralismos exteriores, mas que nao se aprofundam na casca. O homem medíocre é como um boi ruminante pastando um vasto pasto de capim inebriante, com toda sorte de torpor aos sentidos, vai se esvaindo e sumindo-se nos prazeres externos, e nos medos externos, e se apaga, até quando é chamado para o abate, e ainda rumina, mas nao percebe que seu fim está próximo. Este é o mundo que Brás Cubas expoe sem esgotar, já que a mediocridade e o pessimismo dela é um mar que nao se enxerga o fim.

PVP
67,55